Seguidores

Volte Sempre!

ATENÇÃO. IMPORTANTE!


Alguns Textos, Mensagens e Imagens foram retirados de variados sites, caso alguém reconheça algo como sua criação e não tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.

A real intenção do blog Baiano Setembrino não é de plágio, mas sim de espalhar Conhecimento e Espiritualizar...

Leiam também neste Site

Visitem o Grupo Boiadeiro Rei e vejam as Novas Matérias

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Baiana Sete Saias



A Baiana Sete Saias nasceu no norte da Bahia num vilarejo chamado Pilão Furado. Era de uma família muito pobre, até que um dia sua mãe, Baiana Dolores, vendeu sua filha para uma dona de cabaré, Dona Carlita, por alguns fardos de arroz, feijão, camarão seco e banha de porco, para alimentar seus outros filhos, Maria Baiana Sete Saias, Maria Saias, Zé Sete Facão, Baiana Sete Coco. 
Sua mãe chorava muito, pois Sete Saias era a mais velha dos filhos a quem ajudava muito nos trabalhos do lar e na pesca de camarão. Ela se despediu da família e foi morar com a dona do cabaré Carlita. 
Sete Saias conta que não era mulher de cabaré, mas sim ajudava a dona Carlita na cozinha, e com os fregueses. Fazia muitas comidas como bobó, acarajé, vatapá, e outras iguarias, até que certo dia um rapaz moreno claro, olhos castanhos, cabelos cacheados e muito belo , começou a frequentar o cabaré. 
Quando Baiana Sete Saias avistou ele, foi paixão na certa, ela nunca tinha namorado. A dona do cabaré tinha muito ciúmes dela com os clientes, por ela ser muito bonita, morena com cabelos até as costas, olhos castanhos claros, sábia, educada, recatada e não aceitava nem um namoro da baiana, mas eles foram se vendo cada vês mais. Ele muito apaixonado pediu sua mão em namoro para dona Carlita. Ela disse não “nem pensar tu tá doido cabra da peste” e proibiu Baiana Sete Saias, de servir o belo rapaz apaixonado. 
Eles não se aguentavam mais de saudades quando marcaram um encontro através de sua amiga Baiana Flor. Ela escreveu um bilhete para Baiana Sete Saias e entregou ao rapaz ela disse “meu amor não consigo ficar sem você quero fugir, vamos?” Então ele respondeu “vamos amorzinho hoje de madrugada”. Naquela noite ela se deitou para dormir, mas não dormiu então quando todos foram dormir sua amiga disse: “vamos, seu amor te espera”, Baiana Sete Saias saiu rapidamente. Lá fora com um burro na carroça esperava seu amor João do Cangaço, eles saíram em disparada com o burro, mas depois de mais ou menos 30 quilômetros, dona Carlita veio atrás de cavalo correndo em disparada chamando Baiana Sete Saias aos gritos. Ela olhava para trás e dizia “vamos ela esta perto de nós vamos, vamos!” 
Em desespero eles não viram um brejo muito fundo e caíram lá. Num piscar de olhos suas vidas se foram por amor, sua dona Carlita chegou até o brejo e não avistou nada. Gritava, chorava e dizia “agora eu te dou sua liberdade”. 
Baiana Sete Saias morreu com 27 anos, virgem. 
Hoje, na Umbanda em evolução fazer a caridade entre o bem e o mal. 
Seus filhos geralmente tem medo de acidente na estrada sem saber o porquê deste medo. 

Ponto de Baiana Sete Saias

Maria baiana tem sete saias,
Para trabalhar na Umbanda.
No meio das sete saias,
Tem uma que tem mironga.
Baiana faz e não manda,
Não tem medo de demanda,
Baiana feiticeira,
Filha de Nagô,
Trabalha com pó de pemba,
Pra ajudar Babalaô.
Baiana sim,
Baiana vem,
Quebra a mandinga com dendê.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Dona Maria Redonda


Dona Maria Redonda nos fez um relato sobre a origem de seu nome.

Nossa querida preta velha nos contou que, ao contrário do que todos acham, ela não era gorda, e sim alta e magra. Seu apelido vem de outra característica, ou melhor, de uma história.

Dona Maria Redonda era a parteira do grupo no qual vivia, e também a pessoa encarregada de cuidar dos filhos dos escravos enquanto eles estavam na lida. Passou sua vida criando estas crianças, e por ter esta responsabilidade foi poupada dos trabalhos escravos impostos aos negros na época.

Por ter que cuidar de muitas crianças, costumava colocá-las em um círculo para conversar e brincar com elas.

Certa vez, na intenção de dar-lhes esperança diante do que elas e seus pais estavam vivendo, Dona Maria Redonda disse às crianças:

- " Filhos, peguem nos seus calcanhares, vejam como eles são redondos! Peguem em suas cabeças, elas também são redondas! Nossas barrigas, e até nossas bundas são redondas!!" - e as crianças deram risada.

-" Olhem para o céu, o sol e a lua são redondos! Até mesmo os portugueses estão dizendo que esta Terra onde vivemos é redonda. Veja o que comemos, quase tudo é redondo. Agora, vejam, as argolas que escravizam a nós e aos pais de vocês também são redondas, mas estas com certeza vão se desmanchar, pois são as únicas que não foram criadas por nosso pai Oxalá!".

Com estas palavras, Dona Maria Redonda afagava os corações das crianças.

Agora sabemos de onde vem tanta doçura, e porque é tão bom deitar em seu colo e receber seu agrado!

Perguntamos a ela se havia se casado, se tinha tido uma família.

Disse que as crianças eram sua família, assim como todos com quem vivia eram como seus irmãos. Os negros escravos tinham um sentido de irmandade muito diferente do que temos hoje. Tinham uma sentimento de fraternidade, eram todos irmãos, unidos por sua condição, independente de serem parentes de sangue ou não.

Dona Maria Redonda nos contou também que ela estava encarnada quando a Abolição da Escravatura finalmente aconteceu. Sobre isso comentou:

-" Filha, tive a sorte de viver para ver este dia. Mas, na verdade, a gente nem sabia o que fazer com a liberdade..."

Salve nossa doce e querida Maria Redonda !!

Ponto de Chamada

Quem vem lá quem combate demanda
Ela é filha de Congo é Maria Redonda


Adriana e Robert, cambones da Mãe Lucilia Guimarães.

Terreiro do Pai Maneco, Curitiba, na festa dos Pretos Velhos

Maria Redonda era uma negra muito bonita que vivia na casa grande e cuidava das crianças. Para dar mais sentido às histórias que contava as crianças, dizia que tudo que existia no universo era redondo e que por este motivo o mundo era mais belo. Assim, ficou conhecida como Maria Redonda. 


Texto de: Lidiani Cristina, de Tijucas - SC
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...