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Colabore com a Festa de Cosme e Damião

Colabore com a Festa de Cosme e Damião
Prezados Irmãos,

Estamos em campanha com o objetivo de arrecadar doces e brinquedos para a Festa de Cosme e Damião, que será realizada pelo Grupo Boiadeiro Rei, dia 27 de setembro de 2015, em nosso Estacionamento.

Para realizar o evento, o Grupo Boiadeiro Rei, pedi doações para realizar a festa para nossas crianças em nossa comunidade como: balas, pirulitos, pipoca doce, doce de batata, doce de leite, doce de amendoim, paçoca, saquinhos, pratinhos, garfinhos, copos descartáveis, brinquedos pequenos, côco ralado, farinha de trigo, refrigerantes, emulsificante e essência de côco, aqueles que moram longe e queiram ajudar podem fazer uma doação no valor minimo de R$ 20,00 no link indicativo de doação e ainda poderão escolher um livro de nosso Grupo para Download.

Faça a sua Doação









Caso queira colaborar, nos mande um email:


ou no fale conosco pelo link:


que mandaremos o endereço a ser entregue as doações e ajude-nos a proporcionar mais um dia de alegria na vida de tantas crianças carentes.

Muita paz e Axé!

Volte Sempre!

ATENÇÃO. IMPORTANTE!


Alguns Textos, Mensagens e Imagens foram retirados de variados sites, caso alguém reconheça algo como sua criação e não tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.

A real intenção do blog Baiano Setembrino não é de plágio, mas sim de espalhar Conhecimento e Espiritualizar...

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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Baiana Nhá Ana...


A mucama mais jeitosa!


Ana Cecília era uma mucama que trabalhava na casa de uma família importante do Recôncavo Baiano. A família possuía propriedades na cidade de Cachoeira e São Félix, mas a casa principal ficava em Salvador. Eles eram uma família de portugueses, que se mudaram para o Brasil no final do século XIX. Ana começou a trabalhar com eles ainda criança, quando a mãe era a babá dos sinhozinhos. Ela auxiliava a cozinheira e a arrumadeira da casa. Como Ana era calada e jeitosa com as coisas se tornou a mucama das senhoras da casa.
Em Salvador, Ana gostava de participar das festividades de Nosso Senhor do Bonfim e sempre pedia permissão aos patrões para ir à Igreja. Sua vida era assim: simples e tranquila. Até o dia em que defendeu suas senhoras de um grupo de ladrões... Elas estavam saindo da Igreja e desciam tranquilamente a rua calçada em direção a casa. Os assaltantes pediram os pertences das senhoras e apontaram as pexeiras. Ana assustou-se e atirou-se a frente das madames. Ela foi apunhalada pelos agressores, que fugiram em seguida. Como Ana gostava muito da família com quem trabalhava, não queria que nenhum mal lhes acontecesse.
As mulheres se desesperaram, pediram ajuda e Ana foi socorrida, mas não resistiu. Ela morreu ao chegar ao Hospital da Capital. Assim, a Baiana Ana findou uma etapa de uma uma vida simples, mas honrada. Quando acordou em Aruanda, estava feliz, pois cumpriu sua missão de vida. Ela foi convidada a atuar na Umbanda como uma baiana que trabalha na Linha de Nosso Senhor de Bonfim.

Baiano Tomás...



Um Baiano que veio de Moçambique, mas era Português...



Kimojo-Ntoto nasceu na Ilha de Moçambique, no ano de 1583. Ele foi trazido ao Brasil ainda moleque, com 7 anos de idade. Os portugueses colonizaram Moçambique, assim como colonizaram o Brasil e Kimojo falava perfeitamente o português e seu idioma suaili. Quando os portugueses desembarcavam em Moçambique para fazer a coleta de mercadorias e o recolhimento do ouro, Ntoto os auxiliou no carregamento dos produtos.
Um dos portugueses gostou do menino e passou a chamá-lo de Tomás, em homenagem ao santo de sua devoção. Esse português, Dom Ignácio Boaventura, convidou o menino para acompanhá-lo em suas viagens marítimas. Conversou com a mãe do menino e conseguiu sua autorização. Assim, começou a história de Tomás, cheia de diferentes acontecimentos e aventuras!
Embarcaram em Moçambique com destino à Índia. Foram atacados por piratas próximo ao Porto da Somália, onde tiveram que permanecer alguns dias até se restabelecer. Na Índia, andaram por vários lugares em busca de iguarias. E depois foram ao Brasil, onde desembarcaram na Bahia de todos os Santos. Tomás estava encantado com tudo o que via e admirava-se cada vez mais com a vastidão do mundo. Ele e Ignácio ficaram muito apegados e trocavam conhecimentos de suas tradições. Ambos passaram a viver como pai e filho.
Tomás viajou para muitos lugares com Dom Ignácio. Conheceu Portugal e toda a Europa e tornou-se uma pessoa culta. Quando estava com 15 anos, Tomás retornou a Moçambique e convidou sua mãe para viajar com ele, mas ele tinha irmãos e a mãe não queria deixá-los. Ele também não queria ficar em Moçambique. Foi a última vez que viu sua mãe. Depois disso estabeleceu-se no Brasil e se tornou o braço direito de Ignácio na adminstração do comércio de ouro, pau-brasil e outros produtos.
Aos 22 anos Tomás conheceu Sueria, que era uma escrava de origem banto e tinha 18 anos. Pediu a Ignácio que a comprasse e a alforiasse para que eles pudessem se casar. Tomás e Sueria viveram bem até 1625, quando Ignácio veio falecer e eles foram "confiscados" pelo Governo de Portugal como parte das posses dos herdeiros. Tornaram-se escravos da coroa, juntamente com seu 3 filhos. Foram separados e vendidos. Tomás tentou fugir diversas vezes, mas foi morto no tronco, no local onde hoje fica o Pelourinho. Sueria morreu 2 anos depois de tristeza. Os filhos de Tomás e Sueria foram vendidos para fazendas diferentes no estado das Minas Gerais.
Esse baiano de fala mansa, tranquilo e jeito filosófico, gosta de dar conselhos e ensinar. Possui o dom de penetrar a aura das pessoas e de entender seus sentimentos. Sempre aconselha o crescimento espiritual, o estudo e a compreensão. Tomás é um trabalhador amoroso da Umbanda Sagrada!
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